terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Violência. Estamos acostumados com isso?



Diariamente nos defrontamos com noticias assombrosas, fatos terríveis... São desgraças infindáveis que nos fazem acreditar que o inferno é mesmo aqui.
Assistir o jornal na hora do almoço faz até passar a fome, é muita coisa ruim junta... Filha que mata pai, bandido que queima família, gente morrendo, sofrendo, chorando.

A função social dos meios de comunicação, que deveria ser de chamar atenção da sociedade, e conscientizar o cidadão, perdeu-se.
Acabamos nos acostumando com a violência, banalizando-a, tornando normal, comum. E terminamos acomodados, sem perder o apetite enquanto assistimos, com uma naturalidade macabra, à gama de notícias ruins.

Segundo Cristopher Lasch, os meios de comunicação em massa facilitam “a aceitação do inaceitável”. Acabam amortecendo o impacto emocional dos acontecimentos, neutralizando a crítica e os comentários.

A violência alcança gradativamente uma aceitabilidade social, ao ponto de ficarmos chocados no dia que houverem somente boas notícias, sem sensacionalismo ou violência, pois isto sim, será novidade.

Enquanto isso, permanecemos acomodados, refeitos de uma conformação inaceitável. O efeito disso a longo prazo é a perda de sensibilidade, uma “brutalização” emocional.
Contudo, preferimos continuar estagnados, sem nada fazer e sem lembrar que na vida omissão e ação têm o mesmo resultado.


Natascha Damasceno

3 comentários:

Anônimo disse...

Vivemos a violência, ela se tornou lugar comum em nossa sociedade, nos nossos hábitos. Vemos e achamos tudo igual até que aconteça conosco. Quando um fato foge do padrão de notícias a qual estamos acostumados a ver(traficante morre, polícia invade morro, empresário é seqüuestrado, mulher morre no sinal em tentativa de roubo, etc), como é o caso da morte do menino arrastado pelo carro, ocorrido na semana passada, há um grande sensacionalismo por parte da mídia, que expõe o ocorrido de maneira massissa, nos deixando atordoados. Daqui a alguns meses, o assunto será esquecido e outro caso de violência tomará o seu lugar. Enquanto isso, a família chora pela morte de seu ente querido clamando por justiça e soluções. Mas a quanto tempo pedimos soluções? Desde o seqüestro do publicitário Washington Ollivetto no início dos anos 90? Ou do garotinho filho de comerciantes de são Paulo, morto pelos seguranças da loja de seu pai? Desde quando?

Fabíola Corrêa

Alan Araguaia disse...

"Más notícias, senhores: não há más notícias" (jornalista chegando na redação de um lugar chamado Paraíso)

Anônimo disse...

Natascha, n esqueça sempre de classificar em que marcador fica a matéria, ok? Já coloquei essa em um marcador.

Fabíola