quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Janelas de Belém


Da minha janela eu vejo
A manga caindo
A chuva chovendo
E o rio passando

Da minha janela eu saio
Domingo na República
Tomo água de coco na Batista Campos
E vejo pôr-do-sol na Estação

Da minha janela eu aprecio
Peixe com açaí no Ver-o-Peso
O tacacá da “tia”
E de noite, o sanduíche da esquina

Da minha janela discordo
Do papel jogado no chão
Das faltas de lixeira
Das calçadas quebradas e do esgoto sem solução

Da minha janela eu olho
As ruas da Pedreira
Do Sacramenta ao Nazaré
As bicicletas no trânsito, e o povo andando a pé

Da minha janela escuto
O revoar dos pássaros
A buzina dos carros
E o tocar dos sinos

Da minha janela eu rezo
Ao chegar do Círio
Ao passar da Santa
E ao nascer do sol

Da minha janela eu vejo
É Belém
Ah, minha terra
Como te quero bem!

Fabíola Corrêa

4 comentários:

Cris Moreno disse...

Caramba, garota, você é demais! Estou roubando esta para o crisblogando e fiz um print do blog tb. Ah, levei a foto tb. Eu sou assim, vou levando tudo o que é bom para o blog. O Alan é maravilhoso tb.

Beijos.

Controversus disse...

Oi Cris, obrigada.
Em busca de vida inteligente na rede.

Fabíola Corrêa

Cris Moreno disse...

Beijocas, Fabíola.
Coloca poesias novas, pelo amor de Deus... rsrs

Boa semana.
Bom trabalho.

O Economista disse...

Foto deslumbrante. Gostei muito. A poesia é sua também?