segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Jornal de ontem, notícia de anteontem

Uma das grandes dificuldades em acompanhar a mídia é a enxurrada de "informações" que ela descarrega diariamente na atmosfera. Assuntos relevantes acabam sendo mais descartáveis que um cotonete, quando poderiam dar ocasião para grandes debates - é o caso da apocalíptica (não em sentido pejorativo) previsão de que a continuarmos nesse ritmo de consumo, o mundo entrará em colapso em poucos anos. Ora, o assunto é da mais alta importância, porque sem mundo não teremos mais o jogo de futebol, a violência nas grandes cidades, a lenga-lenga de Brasília, "Paraíso Tropical", etc infinito. Mas assim como nos acostumamos com a idéia de que a periferia é uma praça de guerra mesmo e o melhor é ficar longe, estamos já mais ou menos conformados que o metano não tarda a nos sufocar, os oceanos vão avançar sobre os litorais e vai ter que começar tudo de novo (não sei se aqui ou em outra esfera suspensa no vácuo).

A coisa está tão séria que não faltam metidos a sabichões a dizer (acho tão bonito a forma lusitana pro presente contínuo) que é "lugar comum" falar do aquecimento global, do tsunami, da escassez de petróleo... coisa de quem não tem o que falar. A sanha por um assunto novo a cada edição cega as pessoas. A nossa mania de não se aprofundar em nada, ver as coisas passarem, ainda nos leva pro buraco. Por falar nisso, alguém sabe como anda aquele da camada de ozônio?

Alan Araguaia

Nenhum comentário: