
A foto não está muito boa porque foi feita a noite com a câmera de um celular, mas o cartaz está exposto em uma das partes mais nobres de Belém.
Fabíola Corrêa


Anualmente produzido desde 1926- o primeiro foi confeccionado
Passados os anos, o simples objeto passou a ter um papel fundamental dentro da festividade Nazarena. No ano de 2007 foi apresentado em suntuosa cerimônia na Praça Santuário no dia 29 de abril, na qual os convivas se viram diante de um show pirotécnico por de trás de gigantes banners pendurados em frente à Basílica de Nazaré.
Quem detém os direitos de imagem do cartaz é a Diretoria da Festa do Círio de Nazaré. Certas empresas o reproduzem com a devida autorização, a fim de presentear clientes e amigos. O dinheiro que se arrecada com essa reprodução via empresas vai todo para as obras sociais da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio- Econômicos (Dieese)/PA, foram confeccionados para o Círio 2007 cerca de 550 mil cartazes pela Diretoria da Festa. Este número foi acrescido até 700 mil com as confecções feitas diretamente pelas empresas.
O crescimento da tiragem oficial no número de cartazes deste ano em relação ao passado foi de 37,5 %, já que o total produzido em 2006 foi de 500 mil. Nos últimos 10 anos, o número de exemplares aumentou em mais de 120%.
O valor unitário de produção varia entre cinqüenta centavos à um real, ou seja, se calcularmos 700 mil cartazes a um custo de 0,75 centavos, o valor investido seria de 490 mil reais, dinheiro vindo em grande parte da contribuição de fiéis.
Todo ano a foto é feita com a imagem usando o manto do Círio anterior. Em
Com ares de ala da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, a edição 2007 lembra um pouco a de 2003, no qual há diversas flores rosas de jambeiro espalhadas ao pé da árvore, entre algumas folhas verdes.
Particularmente agradou-me o cartaz de 1901, em que a santa está com um manto bem largo, parecendo a saia das baianas que vendem acarajé e cocada pelas ruas da cidade durante o Círio.




Do sagrado ao profano, assim é o Círio. Entre romarias, orações e pedidos de perdão, a festa regada de amor é palco para o pecado. No ano de
Por falta de patrocínio em 2006, o “Auto” ficou fora do calendário de festas.Contudo, este ano contou com o apoio do Governo do Estado através da Secretaria de Cultura - Secult e Universidade Federal do Pará - UFPA, o que possibilitou estar mais uma vez pelas ruas da Cidade Velha.
Da música à dança e ao teatro, o “Auto” colore e teatraliza as sextas-feiras anteriores ao domingo de Círio. Na reza, os devotos clamam seu louvor à Virgem Maria e por mais um Círio de vida.
A crença de uma vida mais abençoada traz à cidade turistas, repórteres, fiéis e curiosos. O colorido, a devoção e a comoção popular são o mote para tornar o evento cada vez mais conhecido.
Criado em 1993 pelo Núcleo de Arte- Nuar, da Universidade Federal do Pará, o evento em forma de cortejo foi dirigido nos seus dois primeiros anos por Amir Hadad. Miguel Santa Brígida, o homem responsável por dirigir o projeto desde 1996, nomeou Dominguinhos do Estácio, sambista da escola de samba carioca Estácio de Sá, como padrinho do “Auto do Círio”.
À seguir, alguns momentos da encenação embalados pelos cânticos à N. Sra., cobertos de brilho e fé:
























A instalação de vídeo "Permanência", de Val Sampaio e Mariano Klautau Filho,Ouvre
Régarde
Interager
Barrer une trace du réspiration
Sentir la sensation
Peindre
Écrire
Installer la installation
Filmer cette moment
Por quoi?
Qu’est-ce qu´il a sur le mur?
Avec noir, dormir le narcisism,
sous la imagination du décrire
PAragraphe
RApport.
Mais um mês, outro verão. Acabou. Foi julho, é agosto.
O ontem das praias lotadas, das sestas e das paqueras. Um quê de religioso, a bebida faz-se sagrada nas “louras” dos botecos, “engarrafando” as mentes. Desfrute do descanso, dias de revisão. Manutenção. Modificação.
Mudar, o tempo todo. Sempre. Cada minuto, segundo , milésimo de segundo. Um grão de areia move-se, e o que era há um instante, se desfez... A gota d’água evaporou, alguém chorou, outro sorriu, enquanto partiram-se. Partiu, o que foi, o que éramos, o que se construiu.
Mas a vida é assim, uma eterna construção e destruição. Shiva, renova! Aponta sua trishula para os homens. Retire a inércia e instale o bem, alegria e amor.
Confraternizamos, conversamos, compartilhamos, descansamos. É tempo de renovar, olhar a si e ao próximo, inicia um novo ciclo. Momento de trabalhar duro, cumprir os deveres e exigir os direitos.
Basta de impunidades! Não vendam a ilusão.
Expulse a inércia, convide o trabalho. Pensai-vos em prol de cada um e de todos nós.
Julho, se foi. Vivemos, está lá.
Agosto... Mês de confraternizações, renovações e reordenações.
Qualquer coisa que façamos em prol de nosso próprio bem-estar e no dos outros, é construtor. Elevarmos-ei o muro das virtudes!
Não queimem florestas, nem roubem ou joguem lixo na rua. Ame(é)m!
Nosso bem-estar é o resultado do convívio harmonioso entre todos.
Damaru, tocai a canção. Controle o tummo.
Re-união.
A parte 1 do vídeo foi publicada no dia 17 de março de 2007.





Essa é a Croton Brasileirinho. Deixa o ambiente com cara de patriótico.
Para os tristinhos, a árvore da felicidade.
Calathea Ornata. Folhas grandes.
Bonsai de Jabuticaba. Terapia para os sábios.
Planta carnívora. Não coloque o dedo.
Cacto Bola, só que essa não se chuta.
Cacto C1. Bonito, não?
Cacto Enlongata - dedinho. Dedos?


Todas as espécies acima são mini crisântemas. Deixam o ambiente mais bonito, florido.
Sigeleza amarela, a tulipa.